Desde a democratização das tecnologias computacionais nos anos 1980 que a metáfora do desktop se torna uma das incubadoras principais do paradigma em desenvolvimento das interfaces gráficas de utilizador. Retrospetivamente, podemos observar a transição entre vários modelos como o Esqueumorfismo ou o Flat design que, embora se baseiem em conceitos gráficos distintos, partilham o objetivo de corresponder às expectativas e necessidade do utilizador. Reportando-se a uma diversidade de aspetos, como usabilidade ou atratividade, o design de interfaces preocupa-se com a superfície e aparência da interface, como componente fundamental da interação com dispositivos computacionais e da experiência global de uso.
Assim, o design de interfaces é também uma forma de conceptualizar o utilizador; de imaginar os utilizadores na sua pluralidade e os reduzir a um padrão. Como afirma Olia Lialina, “Os utilizadores são fruto da imaginação. Como resultado da sua construção fictícia, continuaram a ser repensados e reinventados ao longo dos anos 70, 80, 90 e no novo milénio”.
Designing Experiences: Imagining Users procura ilustrar mudanças nos paradigmas do design de interface de utilizador. A página web desenvolve-se em torno de uma alusão à metáfora do desktop, associada à produtividade pessoal do ‘ambiente de trabalho’. O utilizador navega a página web e observa alterações à interface gráfica que, gradualmente, se abre a um crescente nível de personalização.
Com esta experiência, o projeto procura evocar como as características da interface são indicativas da forma como o utilizador é conceptualizado, como alguém ocupado, inteligente, ingénuo, iniciado, especializado, entre outros atributos frequentemente mencionados num processo de design, abertamente, centrado no utilizador.